Antes de qualquer coisa é necessário conceituar o que é Ética e Ética Organizacional. Pode-se conceituar a ética como o conjunto de limites impostos ao homem em seus relacionamentos, com que o ser humano convive. É o complexo de relacionamentos humanos que faz surgir à ética, visto que, sem isso, não há que se falar em ética. Fica o reconhecimento da alteridade, ou seja, da existência do outro (ser).
“A dimensão ética começa quando entra em cena o outro” (ECO, 2002:9). Já a Ética Organizacional é centra-se, principalmente, na concepção da empresa enquanto organização econômica e instituição social, ou seja, um tipo de organização que desenvolve uma atividade que lhe é peculiar e na qual resulta fundamental a função diretiva e o processo de tomada de decisões, elucida Conill, Moratalla e Marzá (1996).
Assim, com a globalização, a preocupação com a ética empresarial aumentou e corporações de todas as partes do mundo buscaram uma atitude mais condizente com essa realidade. Este comportamento tornou-se a base da seriedade e da competência de uma empresa. Assim, o interesse ou a preocupação com a ética empresarial e de seus dirigentes e empregados, tem crescido, sendo alvo da mídia e da literatura sobre administração. A ética deve ser o princípio de toda e qualquer organização.
Pode-se dizer que a ética organizacional representa a confluência de uma mobilização de cidadania e de uma opção da consciência individual. Os valores éticos claramente identificados constituem valiosa ferramenta para que o líder-empresário e os funcionários tomem as decisões necessárias de acordo com as metas e valores da empresa.
Quando dizemos que uma empresa ou uma pessoa é ética, nós nos referimos aos valores que essa pessoa ou essa empresa possui. Se meus valores se encontram em determinado nível de desenvolvimento moral e minhas atitudes estão de acordo com eles, isso é ética elucida Boff, 2003.
O comportamento ético é resultado de crescimento individual e maturidade. Pessoas imaturas não podem ser éticas. Empresas imaturas tampouco. Elas podem trabalhar no sentido de se tornarem éticas, mas não podem ser éticas sem amadurecer.
Tentemos entender a ética ou a maturidade pela compreensão do desenvolvimento moral. Estudos realizados pela Universidade Harvard a respeito de como o nível de maturidade influencia o comportamento corporativo concluíram que empresas éticas e maduras apresentam um desempenho 160% melhor que as menos éticas, elucida Prado, 1999.
Sabendo-se que a ética está presente em todos e quaisquer relacionamentos que envolvem o ser humano, levá-la em consideração é uma necessidade também nos negócios.
Portanto na busca do crescimento ou simples sobrevivência em meio às enormes dificuldades e rápidas mudanças de cenário atualmente reinantes as empresas devem resgatar muito dos valores essenciais da natureza e convívio humanos, obedecendo – como que “sem querer” – às leis inexoráveis da vida, expressas através das necessidades físicas, emocionais e intelectuais básicas do ser humano.